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Pensa numa pessoa cheia de histórias engraçadas, interessantes e muita informação? Preciso apresentar a Nathalia Ziemkiewicz, da Na Pimentaria, para vocês. Nathalia é jornalista com pós-graduação em educação sexual, já realizou mais de 70 chás de lingerie.  Em duas horas, a Nath faz brincadeiras com noiva e amigas, bate-papo sobre sexo, tira todas as dúvidas, dá mil dicas para temperar a vida sexual e ainda demonstra produtos eróticos – à venda no final da apresentação, com maquininha de cartão.

Eu sou fã de Chá de Lingerie com diversão, conteúdo inteligente e informativo. É bom ter uma “atração” como a Nath, porque une as amigas, mesmo entre as que não se conhecem, em torno de um assunto. Não fica aquela coisa cansativa de só abrir presente. Para saber mais, fiz uma entrevista rápida com ela:

Pimentaria_06

Em média, quando tempo leva sua participação?
Cerca de duas horas, mais meia hora vendendo sex toys e atendendo a fila de mulheres que querem tirar dúvidas em particular.

As convidadas ficam constrangidas no começo?
A esmagadora maioria, não. Em geral, quem fica mesmo apreensiva é a noiva… Por não saber direito o que vai acontecer ali. Mas isso rola inclusive nos chás em que as amigas ficam responsáveis pelas brincadeiras, né? Ela é o centro das atenções e sabe que vai pagar alguns micos, então… As convidadas dão muita risada desde a hora em que “abençoamos” a noiva com uma “reza” coletiva e bem apimentada. É curioso como também mudam de comportamento na hora da palestrinha, em que falo sobre os principais mitos e dilemas entre quatro paredes. Elas ficam em silêncio e atentas, fazem expressões engraçadas de surpresa, cutucam a amiga ao lado, cochicham baixinho demonstrando alívio ou revelando algo íntimo. Digo que é uma terapia em grupo, bem-humorada e surpreendente. Muitas me dizem que nunca tiveram a oportunidade de falar abertamente sobre sexo e que aprenderam muito com a experiência. 

Melhor não convidar a mãe/ avós/ sogra ou em alguns casos elas participam?
Ah, isso depende muito da relação que se tem com essas familiares mais velhas. Há mães maravilhosas, divertidas, despachadas, bem amigas de suas filhas, sem tabus em relação a sexo. Nesses casos, a mãe ali até torna tudo mais divertido, conta como foi quando a filha perdeu a virgindade e lhe disse etc. Mas há chás em que mãe, sogra, tias ficam só até eu chegar (chego uma hora depois do horário do convite) para deixar a noiva mais à vontade. Há, ainda, aqueles em que elas ficam. E, putz, definitivamente não são os mais animados. Ao reparar o clima entre noiva e familiares, até dou uma adaptada nas brincadeiras e tento ser o mais sutil possível. Costumo sugerir que as noivas, quando possível, façam um chá de panela para essas pessoas e, depois, uma “despedida de solteira” ou um “chá de lingerie” apenas com as amigas mais legais. Até porque elas podem beber, fofocar alto etc sem nenhum constrangimento. 

Alguma história engraçada para contar?
Nossa, várias. Sempre faço um “Quiz Picante” entre o noivo e a noiva. Gravo vídeos com ele, respondendo dez perguntas. No dia, faço as mesmas perguntas para a noiva e depois mostro o vídeo dele. Se ela erra, paga uma prenda. Certa vez, o noivo disse que a primeira transa aconteceu na escadaria do prédio onde a família têm há décadas um apartamento para passar férias na praia. Todo mundo olhou para a cara da mãe da noiva, esperando uma reação negativa. Eis que ela cai na gargalhada e diz: “a minha primeira vez com seu pai também foi naquela escadaria”. 

Ah, e tomei um baita susto dia desses, quando estava fazendo um chá pequeno no apartamento da noiva, apenas com as madrinhas dela. Lá pela meia noite, o interfone tocou e o porteiro disse que os vizinhos estavam reclamando do barulho das gargalhadas. Ninguém havia me avisado que aquilo estava combinado – somente eu e a noiva não sabíamos o que estava por vir. Diminuímos o tom, mas, dez minutos depois tocou a campainha. Era um “vizinho”, um cara de uns 30 anos, lindo, bem vestido de jeans e blazer. Pensei “putz, ele veio reclamar pessoalmente e isso vai quebrar o clima do evento… que chato!”. Ele disse que tinha chegado do trabalho, estava exausto, que era inconveniente ter que reclamar pessoalmente. A noiva estava se desculpando quando, de repente, o cara arranca blazer e camisa, deixando o peito nu. Ela, em choque, sem ainda entender que era uma brincadeira… disse: “moço, pelo amor de deus, bota essa roupa”. hahahahaha Era um stripper, óbvio. 

A Nathalia Ziemkiewicz faz parte do nosso Guia de Fornecedores.

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1 Comentários
  1. Margarida, disse:

    A Nath fez o meu chá e foi muito legal. Eu sou tímida e não queria um stripper ou algo assim, mas ter uma atração interessante, informativa e divertida ajudou muito a animar a festa. Tb reparei que minhas amigas aproveitaram bastante, tiraram dúvidas e contaram experiências próprias. Adorei e super indico!

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como-organizar-noivado

Este é um dos temas mais pesquisado aqui no blog, então resolvi gravar um vídeo para o canal do youtube com todas as dicas de forma descomplicada para tudo dar certo na festa de noivado – como convidar, qual estilo, roteiro, o que servir, o que vestir e dúvidas em geral. Não esqueça de se inscrever no nosso canal para saber antes de todos os vídeos postados por lá!

Mais vídeos em youtube.com/c/FernandaFloretOficial

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2 Comentários
  1. Mega Salto, disse:

    Ótima matéria! é sempre bom poder contar com uma ajuda como esta. Parabéns.

  2. Marcela, disse:

    Fernanda, adorei seu video.
    Gostaria muuuito de ver os convites feitos a mao pela sua irma!
    Abraço

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Capa-Sobrenome

Muitas noivas me contam que não sabem o que fazer e têm muitas dúvidas a respeito de incluir ou não o sobrenome da família do esposo quando se casam!

Algumas pessoas ficam admiradas que, nos dias de hoje, tantas mulheres ainda incluem o sobrenome da família do marido ao seu quando se casam! Para outras, o casamento por si só representa algo antigo e tradicional, e usar um único nome na família é uma forma de manter as tradições familiares pelas próximas gerações!

Se você está se questionando se vai mudar seu sobrenome após o casamento, é importante ter tempo para refletir sobre o que o nome significa para você em relação à sua identidade. Ou seja, como essa decisão da mudança de nome se encaixa nos seus valores, sendo assim uma escolha autêntica, que honra a sua verdade, estando tranquila com a sua decisão de forma madura.

Aqui vou mostrar alguns pontos que podemos pensar, refletir, na hora de escolher sobre a mudança do sobrenome ou não:

  • “É tradição”
  • “O que seus filhos têm como último nome?”
  • “Você não vai se sentir como uma família, se você tem um sobrenome diferente de seus filhos?”
  • “Ah, você está apenas com medo do divórcio”

Penso que o casamento é um ritual, uma tradição, que nos liga com as gerações passsadas e com a nossa comunidade. Hoje em dia, nós vivemos em um mundo individualista, competitivo, imediatista e acelerado, e o casamento nos leva a valores como pertencimento, estabilidade, segurança e amor. E é por isso que os casais continuam celebrando e formalizando a sua união!

Muitas mulheres autênticas que eu conheço me dizem: “Eu não troquei e nem trocaria meu nome, mas ofereci meu sobrenome pro meu marido se ele quisesse colocar no nome dele!” ou “Para mim, adotar o sobrenome do meu parceiro iria afetar profundamente como eu penso sobre a minha própria identidade”.

Cada noiva ou esposa pensa de um jeito! Pessoalmente, eu e minhas filhas, as gêmeas Stella e Gabriela, temos o mesmo nome, e eu acho isso o máximo!

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8 Comentários
  1. Miriam Lira, disse:

    Realmente são situações distintas que variam conforme o contexto.

    Meu nome de registro é Miriam Floriano Lira e do meu esposo Tiago Floriano. Eu adoro meu sobrenome a história e o que ele representa na nossa vida. Não queria perder o Lira da minha geração… Conversamos muito sobre o assunto e o meu esposo aceitou colocar o sobrenome Lira no dele, ficando Tiago Floriano Lira, já que não fazia sentido eu acrescentar o dele. Porém vivemos em uma sociedade cheia de padrões. Quando fomos ao cartório registrar o pedido de casamento, o cartorário questionou diversas vezes sobre esse acréscimo. Questionamentos como: Você sabe que não pode mudar depois? Como se tradicionalmente isso já não ocorre, porém em relação as mulheres.

    Nome é identidade. Tem que ser discutido muito para chegar em um consenso.

  2. Larissa, disse:

    Eu não quis mudar meu nome e nem meu marido, por pensarmos na burocracia que é hoje mudar documentos. Mas acho que no fundo, ele bem queria que eu carregasse o sobrenome dele.

  3. Beatriz, disse:

    Quando a minha irma casou, o padre, já um senhor, aconselhou a não colocar o nome do marido. Ele disse que nós somos filhas dos nossos pais e não dos nossos maridos. E que os filhos terão os nomes dos dois. Concordei com ele. E nao teremos todos os sobrenomes, já o marido não mudará. Eu nao quero tirar o sobrenome do meu pai ou da minha mãe para colocar o do marido….

  4. Ana Paula, disse:

    Sempre sonhei em me casar, mas tinha convicção de que não acrescentaria sobrenome do esposo. No dia em que meu irmão mais velho casou, porém, quando o juiz de paz leu que minha cunhada passaria a assinar o nosso sobrenome, meu pai abriu um sorriso indescritível. Depois nasceu minha primeira sobrinha e achei muito legal que ela e a mãe tivessem o mesmo sobrenome, assim como nós com relação à nossa mãe. Sou uma mulher super feminista, estudei, fiz mestrado, doutorado tenho total independência financeira… Minha ideologia é a de empoderamento feminino, mas acho que assinar o nome do esposo está mais relacionado ao entendimento de que passamos a formar uma nova família e de que estamos em sintonia! Casei há pouco mais de três meses, acrescentei o último sobrenome do meu esposo e sinto-me completamente feliz com essa decisão! Não tirei o sobrenome da família da minha mãe, apenas acrescentei o sobrenome dele. É uma questão muito pessoal para que se emita opiniões ou julgamentos, mas testemunhos podem mesmo auxiliar em casos de indecisão.

  5. Denise, disse:

    Ah!! Eu adorei pôr o sobrenome do meu marido!! Não me arrependo nadica!!! Fiz por livre e espontânea vontade, meu marido não opinou em nada sobre isso! Mas eu queria mesmo! Não que isso fosse fazer uma diferença na minha vida, mas porque gostaria de ser chamada de SRa. Gonçalves! Além disso, foi uma ótima tima oportunidade para tirar o meu sobrenome “dos Santos” que em nada acrescentava! Agora eu tenho um sobrenome da minha mãe, do meu pai e do meu marido!

  6. Mariana Pedrini Uebel, disse:

    Meninas
    Estou adorando ler os comentarios por aqui, cada uma com sua historia e feliz com suas decisoes! Isso realmente eh o que importa!
    Eu nao retirei o sobrenome da minha familia, sigo usando.
    Como a Ana Paula colocou, a ideia de abordar o assunto eh ajudar a fazer a decisao com mais clareza e seguranca!
    Usando as palavras da querida Fernanda, dona do Blog: Amando as suas escolhas!
    Bj
    Mariana

  7. Wal, disse:

    É uma coisa bem pessoal mesmo, não existe certo ou errado. Quando me casei, eu e meu marido buscamos tinhamos a intenção de acrescentar ambos sobrenomes, tanto o dele no meu quanto o meu no dele, mas não gostamos de nenhuma combinação. Aí decidimos manter. Já para o nome dos filhos, vamos colocar meu sobrenome no final porque fica mais bonito. Minha irmã acabou de fazer isso com meu sobrinho e, apesar de não haver exigências legais, foi uma novela no cartório porque para eles “o sobrenome do pai tem que vir por último”. Convenções a parte, cada um deve fazer o que achar melhor. :)

    Beijos

  8. Bella Lanzillo, disse:

    No meu caso o meu marido q colocou o meu sobrenome :) O meu permaneceu o mesmo de nascimento 😉 E a minha filha só tem o meu sobrenome também 😉

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